quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cidadania X Mobilização




por CHAGAS, Daiana
        O termo cidadania surgiu na Idade Antiga e desde então é muito debatido. Neste período, a idéia que se tinha de cidadania era bem diferente da qual temos hoje. Antes, as mulheres, as crianças e até os estrangeiros não eram considerados cidadãos. Neste inicio de século, em nosso país, por exemplo, todos são iguais perante a lei, homens, mulheres, crianças e estrangeiros, ou seja, todos são cidadãos. A sociedade, a cidadania e a democracia se vinculam entre si.
Estes formatam a cidadania, permitindo aos indivíduos serem cidadãos. Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade juntamente aos políticos, autoridades e qualquer cidadão de uma sociedade. Cidadania é a participação de todos em busca de benefícios sociais, que venham a proporcionar igualdade. Assim, a cidadania é a possibilidade de criar espaços onde as pessoas possam opinar, pensar e questionar. Para Corrêa (1999, p.217) “direitos de cidadania são os direitos humanos, que passam a constituir-se em conquista da própria humanidade”. Para que o cidadão conquiste o direito de cidadania, Duarte (2009) salienta que primeiramente se precisa conquistar o direito de comunicação.  
A ação comunicativa teria o papel de promover a mobilização social, permitir ao cidadão, a partir da interação e do consenso, tomar decisões em prol da articulação de mudanças sociopoliticas e culturais, Pode-se entender a comunicação como instrumento indispensável na construção ativa, que luta para ver as praticas democráticas. (2009, p.100)

qualificada eNa visão do autor comunicação é uma ferramenta de cidadania. Significa viabilizar acesso à informação, estimular os debates das questões públicas, disponibilizarem canais de comunicação e facilitar a participação em algumas esferas deliberativas. Porém, os cidadãos nem sempre tem acesso à informação  diversificada que atenda suas necessidades. A partir do momento que as pessoas passam a ter o poder de interferir nas decisões de uma sociedade e mudar realidades, estas exercem a cidadania. Portanto, para Duarte (2009) comunicação e a cidadania são conceitos interligados, pois:
A comunicação deve ser plena a tal ponto que possa oferecer ao cidadão condições de se expressar enquanto personalidade critica e autônoma, emancipa-se e compreender-se, de modo a fomentar uma capacidade de organização e mobilização dos sujeitos que consistirá, em ultima instancia, na concretização de uma cidadania ativa, fruto de aprendizado, da produção coletiva de saberes, capaz de romper formas de exclusão e opressão e encontrar caminho e modelos próprios de organização e da vida coletiva. (2009, p.113)

Para esse exercício de cidadania ativa e inclusiva é necessário que o poder público proporcione aos cidadãos, o direito a comunicação que faz parte de uma gestão democrática, conhecida como participação da cidadania. O exercício da cidadania para Gentili (2001) é explicada com o exercício de uma prática inegavelmente política e fundamentada em valores como a liberdade, a igualdade, a autonomia, o respeito à diferença e às identidades. Para Duarte (2009) a ampliação da cidadania confere ao homem o potencial para agir enquanto sujeito e não simples objeto de sua história. Assim, a cidadania se constrói através das ações do homem.  Já para Demo (2001) a cidadania se dá na qualidade de uma sociedade organizada sob a forma de direitos e deveres majoritariamente reconhecidos. Conforme Demo (2001, p.70) “cidadania pressupõe o Estado de direito, que parte, pelo menos, na teoria, da igualdade de todos perante a lei e do reconhecimento de que a pessoa humana e a sociedade são detentores inalienáveis de direitos e deveres”. Nesse contexto, Toro e Wenerck (2004, p.21) esclarecem que cidadão “é a pessoa capaz de criar ou transformar, com os outros, a ordem social, a quem cabe cumprir e proteger leis que ele mesmo ajudou a criar”. Já a Cidadania é o exercício da conquista desses direitos e do cumprimento dos deveres. Segundo Corrêa (1999) a prática da cidadania pode ser a estratégia, por excelência, para a construção de uma sociedade melhor. Assim, cidadania é um processo construtivo, explicado por Gentili (2002), pois significa incluir a possibilidade de definir os valores e as práticas que compõem o domínio de atuação. Cidadãos são pessoas que têm direitos e deveres, exercendo-os e atuando na sociedade. Essas conquistas aconteceram durante muitos anos, as quais estão diretamente ligadas às lutas pelos direitos humanos. Segundo Corrêa:
A cidadania significa a realização democrática de uma sociedade, compartilhada por todos os indivíduos ao ponto de garantir a todos o acesso ao espaço público e condições de sobrevivência digna, tendo como valor-fonte a plenitude da vida. Isso exige organização e articulação política da população voltada par a superação da exclusão existente. (1999, p.217)

            O acesso ao espaço público acontece na promoção e na abertura ao dialogo com os cidadãos. Um local que onde se deve exercer e proporcionar democracia, conquistas cidadãs, porém isso, só ocorre se
pessoas forem mobilizadas a participar destes diálogos. Sabe-se que historicamente muitas lutas, movimentos e até mortes aconteceram para a conquista da cidadania. Cidadania para Duarte (2009, p.111) “implica em mobilização, cooperação e formação de vínculos de co-responsabilidade para com os interesses coletivos, e a regra da luta pela inclusão são as expectativas e opiniões conflitantes e não o consenso de vontades”. Assim, ser cidadão é a condição de uma pessoa, com o gozo dos direitos que lhe permite participar da vida política e ser mobilizado a cooperar. Para Bonella (2008, p.79) “a cidadania se faz quando os indivíduos agem coletivamente e se empenham em deliberações comuns sobre todos os assuntos que afetam a comunidade política”.    Há direitos que formatam a cidadania, os direitos civis, sociais e os políticos. Assim, ser cidadão é usufruir destes direitos, expressar, interferir e opinar na dinâmica política. Portanto, são os direitos políticos que permitem ao individuo intervir nas decisões públicas do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração.   Para Corrêa (1999, p.221) “o processo político de construção da cidadania, tem por objetivo fundamental oportunizar o acesso igualitário ao espaço público como condição de existência e sobrevivência dos homens enquanto integrantes de uma comunidade”. Porém, a sociedade vive a realidade de casos de discriminações e exclusões, a qual entra em contradição com os deveres e direitos e principalmente com o direito de participação democrática do cidadão. Já Gentili (2002, p.87) salienta que a formação de cidadãos e cidadãs é um desafio ético e político. O autor complementa, “cidadãos são aqueles que, participando de uma mesma comunidade política, possuem os mesmos direitos e deveres, o reconhecimento jurídico de determinados benefícios comuns conseguirá igualar politicamente os membros de determinada comunidade”.
            Para cooperar, participa-se, segundo Peruzzo (2009) do ponto de vista das pessoas, participa-se para obter conquistas no campo da cidadania e para interferir na construção da sociedade. Para Correa (1999) só existe cidadania se houver a pratica de reivindicação, da apropriação de espaços, da ação para fazer valer os direitos do cidadão. A participação é uma forma de identificar o exercício da cidadania. Conforme Varela (2007, p.80) “a cidadania pressupõe requisitos fundamentais como consciência crítica, raciocínio lógico, responsabilidade individual e coletiva, habilidades de tomar decisões e iniciativas, de aceitar e conviver com diferentes opiniões e pontos de vista, de criar alternativas de soluções”. O exercício da cidadania deve passar por um processo de partilha do poder, uma representatividade capaz de dar voz a diferentes setores da sociedade, atrelando o conceito de cidadania ao de participação. Conforme Bonella:

Para ser verdadeiramente democrática, precisa constituir-se e investir na criação de espaços sociais de luta, assim como preparando instituições em caráter permanente que tenham por meta a expressão política, trabalhadas como instrumento de conquista e de consolidação social e política. (2008, p.16)
              
Através do exercício da cidadania, houve muitos avanços em nossa sociedade como, por exemplo, a formatação de políticas públicas e leis mais justas em beneficio dos cidadãos. Segundo Bonella (2008, p.113), “o exercício da cidadania, torna-se necessário na utilização dos mecanismos constitucionais existentes que possibilitem a participação do cidadão na tomada de decisões, não mais somente como agente receptor, mas como efetivo transformador social”.  O cidadão ao se tornar um transformador social passa a conquistar o poder de decisão, de escolha e de mudanças, por isso o autor lembra:
 A cidadania não é apenas um conjunto de direitos, mas implica também a participação responsável na esfera pública e na vida social, nas quais o cidadão deverá desenvolver atividades, no sentido de lutar pela integração social, conservação do ambiente, justiça social, solidariedade, segurança, tolerância, afirmação da sociedade civil versus arbitrariamente do poder. Essa participação cidadã visa acompanhar o que está sendo discutido nos espaços públicos em que a sociedade pode intervir, participando de planejamentos e políticas públicas (2008, p.63).

Portanto, é através da participação cidadã que as pessoas podem contribuir para um desenvolvimento social mais justo e igualitário. A cidadania se fortalece com as virtudes e os direitos conquistados nessas lutas. Assim, cidadania converge para um modo de viver e de entender o social calçado em princípios básicos: participação, autonomia, critica/criação. Para Varella (2007) a cidadania faz parte da construção de uma cultura democrática. Esta construção democrática começa muitas vezes diante a participação dos cidadãos, por exemplo, em espaços públicos.


Referências



BONELLA, Danielle Soncini. Espaço Público e Cidadania: A  participação popular em audiências públicas no município de Santa Maria – RS. Dissertação (Mestrado Concentração em Políticas Públicas)-  Programa de Pós-Graduação em Direito, Universidade de Santa Cruz, Santa Cruz, 2008.

CORRÊA, Darcísio. A construção da cidadania: reflexões histórico-politicas. Ijui:Ed.UNIJUI,1999

DEMO, Pedro. Política Social, Educação e Cidadania. 10º ed. São Paulo: Papirus Editora, 2007

DEMO, Pedro. Participação é Conquista: noções de política social participativa. 5ª ed São Paulo,. Editora Cortez, 2001.

DUARTE,  Jorge. Instrumentos da Comunicação Pública. Comunicação Pública: Estado Mercado, Sociedade e Interesse Público/ Jorge Duarte, organizador. São Paulo: Atlas, 2007

GENTILI, Pablo, ALENCAR, Chico. Educar na esperança em tempos de desencanto.  Petrópolis, Editora Vozes, 2002

TORO A, José Bernardo. WERNECK, Nísia Maria Duarte. Mobilização Social:  Um modo de construir a democracia e a participação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.


VARELA, Aida. Informação e Construção da Cidadania. Thesaurus,1ª edição, Brasília, 2007


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

o DiA mAIs EspEraDo.................


foram 6 anos em busca desta consquista!!

O DIPLOMA
Previsão até 14 de dezembro de 2010!!!

Quase lá!!

RELAÇÕES PÚBLICAS, 2010
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA











sábado, 31 de julho de 2010

DEMOCRACIA, PARTICIPAÇÃO E MOBILIZAÇÃO






por
CHAGAS, Daiana W


A democracia nasceu e passou a ser entendida inicialmente na Europa há mais de dois mil anos. A palavra “democracia” significa poder (krátos) do povo (demos), a democracia é o pode nas mãos dos cidadãos a liberdade e a igualdade. Assim, democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Exercida pelo povo que, por exemplo, detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo. Para muitos autores democracia é uma modalidade de forma de governo. Porém, o exercício da democracia é permeado de conflitos que acompanha à evolução da sociedade sendo inerente à forma de exercício do poder.
Conforme Bobbio (2000) a principal razão que permite defender a democracia como a melhor forma de governo ou a menos ruim, está precisamente no pressuposto de que o individuo singular, o individuo como pessoa moral e racional, é o melhor juiz do seu próprio interesse.  Inúmeras razões e conflitos levaram cidadãos a juntos conquistarem a “democracia” a qual segundo Bobbio (2000, pg.458) a democracia “é aquela na qual as decisões coletivas são tomadas diretamente pelos cidadãos”.
Uma das principais funções da democracia é proteger os direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente da vida política, econômica e cultural da sociedade.  Para Wolton (2004, p.241) “não há política democrática sem capacidade de expressão das opiniões, e sem comunicação entre os atores”. Como dizia o Presidente dos Estados Unidos há algumas décadas, Abrão Lincoln “democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo”
O cidadão numa democracia não tem apenas diretos, tem deveres, como o de participar no sistema político que, por seu lado, protege e defende os seus direitos e interesses. Os representantes eleitos numa democracia, através do voto, os são para servir e defender o povo. Porém, o cidadão tem por direito a participação dos processos administrativos, opinando e fiscalizando.  Para Toro e Werneck (2004, p.29) “uma sociedade é democrática e produtiva quando todos os que dela participam podem fazer competir organizadamente seus interesses e projetar coletivamente novos futuros.”
Segundo Rossato:
A consolidação da democracia requer um horizonte de estabilidade e segurança, o apoio ativo da sociedade e soluções para os problemas que a afligem. A constituição dos poderes públicos de forma democrática é o ponto de partida para o avanço em direção a objetivos mais ambiciosos. Os poderes de supervisão e investigação permitem aos legisladores questionar publicamente os membros do governo por atos e decisões. (2006, p. 148)

Na democracia os problemas são decididos pela própria população por processos típicos de democracia cidadã, como audiências públicas. Conforme Wolton (2004, p 66) “ se o cidadão é suficientemente inteligente para distinguir as mensagens políticas e a  origem da legitimidade, ele é igualmente capaz de distinguir as mensagens de comunicação”. Pois, procura favorecer a expressão e a organização das reivindicações populares é o primeiro passo para se estabelecer  um processo democrático e de participação popular. Para Peruzzo (2009, p 420) é fundamental “abrir espaços para a participação democrática e respeitar a pluralidade de vozes como condição para o exercício da comunicação cidadã.
 A democracia é um fenômeno político, de debate de interesses e à elaboração das políticas públicas. È necessário garantir aos cidadãos direitos de comunicação e direitos de participação política visando, a legitimidade do processo legislativo. Peruzzo (2009), diz que são fundamentais alguns princípios norteadores da prática e a ação da comunicação democrática e pluralismo, representatividade, participação ativa, autonomia, conteúdos e força motriz.
Para Wolton(2004) não há espaço público sem liberdade e igualdade dos indivíduos. Para ele democracia do cidadão é ressaltar a importância das idéias, dos argumentos e das discussões. Conforme Rossato (2006) no processo de fortalecimento da democracia é imprescindível garantir um governo de todos e para todos.
Para que uma organização pública seja democrática esta precisa inicialmente ter e propor uma comunicação transparente, tanto com seu publico interno como para seu publico externo. Conforme Wolton (2004) historicamente, a longa batalha pela democracia consistiu em fazer reconhecer a relação entre expressão, comunicação e ação.   Todas as informações e tudo o que acontece na e com a organização deve ser informado a todos os cidadãos e, estar disponível para que estes consultem o que desejarem. Segundo Wolton (2004) a comunicação não é perversão da democracia, é antes, sua condição de funcionamento, ele diz que não há democracia sem comunicação. Algumas organizações públicas, prefeituras, secretarias, empresas petrolíferas, entre outras, possuem um setor organizado e especializado para trabalhar a comunicação.




Referencias bibliográficas:

BOBBIO, Noberto. Teoria geral da política: a filosofia e as lições dos Clássicos. Rio de Janeiro: Elservier, 2000.


ROSSATO, Ricardo; ROSSATO, Ermilio, ROSSATO, Elisiane. As bases da sociologia. Santa Maria: Biblos, 2006.

WOLTON, Dominique. Pensar a Comunicação. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2004.

TORO A, José Bernardo. WERNECK, Nísia Maria Duarte. Mobilização Social:  Um modo de construir a democracia e a participação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.




quarta-feira, 23 de junho de 2010

DE olho na IMAGEM..... na REDE!!!!!

      CHAGAS, Daiana Weber
         Engraçado, mas quando falamos em imagem a primeira coisa que nos vem em mente é a imagem física de uma pessoa ou de algo imóvel, no caso de empresas, a estrutura da instituição ou seus produtos. Em um segundo momento, imagem nos lembra marca, formas como observamos e vemos algo. E finalmente a “imagem”, ou seja, a reputação e a identidade que temos, que criamos e que a mídia e as redes sociais estão idealizando, julgando e apresentando a milhões de internautas. Então, fiquem de olho e cuidado, a imagem GROTESCAMENTE falando, é tudo!!!!
         Uma forma de "ficar de olho" é através da auditoria de imagem. No Brasil e até mesmo em Santa Maria existem empresas e profissionais especializados. Há diversos critérios que podem ser utilizados para auditoria de imagem de mídia por uma empresa na Internet. A auditoria de imagem, após o “boom” das redes sociais, tornou se uma “dor de cabeça” para muitas empresas, pois há inúmeras formas da empresa estar na rede, não sendo necessariamente em site de noticias.
        A imagem e a reputação das organizações constituem-se fatores de grande valor e precisam ser constantemente monitorados. Mas monitorá-los se tornou algo extremamente complicado, pois a Internet oferece a oportunidade a milhões de internautas de exporem suas opiniões de inúmeras formas. Mas as organizações devem ter elencados através de pesquisa e conhecimento de sites de opinião pública, para assim mensurar a sua imagem. Isso depende de organização para organização, ou de pessoa para pessoa. Mas apenas conhecer o que esta sendo postado não adianta para uma auditoria, cada organização deve elencar suas formas de auditoria e de avaliação de imagem.
          Por exemplo, se estou auditando a imagem de uma pessoa pública: mensurar imagem através de sites de informação mais relevantes, site de informação, site de “fofocas”, blogs, paginas pessoais (site, orkut, blog, etc). O que mensurar e, de que forma serão avaliados pelo profissional (RP) de acordo com a pessoa a ser analisada, sua profissão e o que se deseja trabalhar com esta auditoria.
         Além de estarem atento “DE OLHO” nas redes sociais (que incluem o Orkut, o Facebook, o Twitter, blog e os grupos de discussão). As organizações ou as pessoas públicas, deveriam ter uma pessoa especializada ou uma empresa para fazer a auditoria de imagem. Vale lembrar que nem tudo que é postado e dito na internet tem relevância. Assim, a empresa/organização deve ter no mínimo o conhecimento de 3 fontes de informação pela internet. Caso a empresa não possuir profissionais, nem uma assessoria, deve ao menos pesquisar constantemente na web o que esta sendo postado nos sites e nas redes sociais. Lembrem-se: responder as criticas dos jornalistas nem sempre é uma boa estratégia.
          O Clipping diário dessas informações é o primeiro passo para a mensuração da imagem e para posteriormente o planejamento da imagem e ações de comunicação.

Dicas e mensurar informações nas redes sociais:

As comunidades no Orkut: muitas empresas possuem comunidades positivas e outras negativas. Como, por exemplo, “eu odeio empresa tal”. Através das opiniões postadas no Orkut é possível pensar em estratégias que atendam a este público. Assim é importante acompanhar as comunidades criadas no Orkut. A empresa pode ter uma comunidade oficial e responder os clientes sobre duvidas e sugestões.

Twitter: è o meio de comunicação extremamente veloz! Dinâmico e critico! Portanto, muito cuidado!! As empresas devem estar atentas as informações postadas no twitter, sua forma e mensuração torna-se difícil, em vista que o clipping diário não seria o suficiente, pois muda muito em hora em hora. Mas, mesmo assim as empresas, os comunicadores e os responsáveis pela auditoria de imagem devem caso seja necessário elencar ferramentas para a auditoria deste meio. O Twitter pode ser mensurado através da ferrramenta: Search Twitter. Atenção: um profissional especializado é o mais indicado para gerenciar esta ferramenta.

Blogs: são grandes formadores de opinião. Pois muitos são criados por pessoas que por não poderem publicar na mídia tradicional, optam por um meio alternativo e muito perigoso nos dias atuais. Os blogs devem ser rastreados e acompanhados pela empresas. Cada organização conforme o seu setor e deve elencar determinados blogs para a sua auditoria, ou temas. A auditoria nos blog pode ser feita em sites de busca, através do uso de expressões, assuntos e palavras. A mensuração dos blog pode ser através da ferramenta Technorati.

DICA DE LIVRO !!!!!! Mobilização Social: Um modo de construir a democracia e a participação.







TORO A, José Bernardo. WERNECK, Nísia Maria Duarte. Mobilização Social: Um modo de construir a democracia e a participação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004




"Uma sociedade é democrática e produtiva quando todos os que dela participam podem fazer competir organizadamente seus interesses e projetar coletivamente novos futuros"
(Toro e Werneck, 2004, p.29)

Comunicar para MOBILIZAR cidadãos!!!

"os órgãos públicos buscam estreitar relacionamentos com os mais diversos públicos, mas mobilizá-los tem se tornado um objetivo cada vez mais necessário."

CHAGAS, Daiana Weber



        O cidadão possui a capacidade de transformar, de lutar por ideais e mudar realidades. Esse potencial de transformação é à base de todo o processo de mobilização social. A iniciativa de promover a participação das pessoas significa colocar nas mãos de muitas pessoas o poder de decidir o futuro de uma sociedade. Comunicação e mobilização fazem parte de um mesmo processo, pois é conjuntamente que estimulam e convocam pessoas a participar. Assim, é preciso deixar a individualidade e agir coletivamente.
        Para que o Poder Legislativo seja transparente e democrático é necessário que os cidadãos participem e opinem. Segundo Toro e Wenerck (2004, p. 21) cidadão é a pessoa capaz de criar ou transformar, com os outros, a ordem social, a quem cabe cumprir e proteger leis que ele mesmo ajudou a criar. Para a efetivação deste propósito existe a necessidade de mobilização por parte dos públicos de interesse, cidadãos. Para isso, o cidadão precisa ser mobilizado com ações de comunicação. De acordo com Duarte (2007), a possibilidade de o cidadão ter pleno conhecimento da informação que lhe diz respeito, inclusive aquela que não busca por não saber que existe, a possibilidade de expressar suas posições com a certeza de que será ouvido com interesse e perspectiva de particular ativamente, de obter orientação, educação e diálogo (2007, p.64).
            Toro, afirma que mobilização é a convocação de vontades para atuar na busca de um propósito comum sob uma interpretação e um sentido compartilhado (2005, p 91). A mobilização é realizada com base no diálogo com o objetivo de atingir o interesse público. Mobilizar pessoas, grupos, entidades, sindicatos, associações, autoridades, estudantes, significa realizar e questionar a democracia e a cidadania a qual todos possuem por direito.
            O processo de mobilização, não é simplesmente comunicar ou divulgar, mobilizar é muito mais que propaganda, exige ações estratégicas de comunicação, através de relacionamentos com comunidades e pessoas, com diálogo e conversas informais, por exemplo. A mobilização acontece no dia a dia, no corpo a corpo, na troca de conhecimentos e informações. O processo de mobilização não acontece sem ter um motivo ou espontaneamente, surge da iniciativa de alguém que mobiliza um grupo e questiona uma causa ou um fato.
            Assim como Mafra (2006), Toro e Werneck (2004) também justificam a mobilização através do diálogo e a convocação de vontades. Porém o processo de mobilizar cidadãos e atingir o interesse público, ou seja, o interesse de grupos, movimentos de uma sociedade pode ser facilmente confundido com eventos públicos e não com ações de mobilização social. Para Toro e Werneck (2004) a mobilização:
É muitas vezes confundida com manifestações públicas, com a presença das pessoas em uma praça, passeata, concentração. A mobilização ocorre quando um grupo de pessoas, uma comunidade, ou uma sociedade decide e age com um objetivo comum, buscando, quotidianamente, resultados e decididos e desejados por todos(2004, p.13).
             Muitos movimentos são guiados pelo intuito de mudança. A coletivização é que da estabilidade ao processo de mobilização social. Segundo Toro e Werneck (2004, p.57), a comunicação é um dos importantes instrumentos de coletivização. Para os autores uma das formas de se alcançar a coletivização é através da circulação de informações, da divulgação do que está acontecendo nas diversas frentes. Mobilizar significa a união de pessoas com o objetivo e dialogar e coletivizar interesses, com isso conquistar mudanças. Mobilização para Toro e Werneck (2004) como já afirmado é convocar vontades para atuar na busca de um propósito comum, sob uma interpretação e um sentido também compartilhados.
          Mobilizar faz parte de um processo educativo que cativa para a participação de diversas e diferentes pessoas, de diferentes classes em torno de um objetivo em comum. O objetivo de mobilizar é gerar o envolvimento das pessoas de uma forma organizada, pois mobilizar não é apenas cativar pessoas para resolver problemas ou emergências. As mudanças acontecem de fato se as pessoas (sociedade) se mobilizam em torno de um projeto de futuro coletivo, visando o interesse de muitos. Conforme Toro e Werneck (2004, p.68) através da divulgação dos propósitos da mobilização e das informações e dados que justificam seus objetivos, a comunicação social contribui para ampliar as bases do movimento, dando-lhe abrangência e pluralidade.
        Conforme Matos (2007, p. 43) ao estimular o surgimento de ocasiões que propiciem a participação pública em debates de assuntos de interesse coletivo, ela amplia as iniciativas para democratizar o acesso do cidadão à informação. Uma forma de o cidadão exercer esta participação é através das audiências públicas, na qual é possível efetuar uma decisão política com transparência e principalmente legitimar os processos administrativos. Em relação à busca pela transparência e o exercício da cidadania, o órgãos públicos devem comunicarem-se com a sociedade, ou seja, para Brandão (2007) compreender a comunicação pública com um processo comunicativo nas instâncias da sociedade que trabalham com a informação voltada para a cidadania (2007, p.05).
            No Poder Legislativo este processo é aberto a todos os cidadãos que desejam se manifestar e participar dos debates. Assim, a comunicação viabiliza o direito social coletivo e individual ao diálogo, à informação e expressão, relacionadas a temas de interesse públicos. A CMVSM é um espaço público, local onde deve existir a troca de informações, debates, discussões, as quais promovam e atendam as necessidades do cidadão. O debate público é ressaltado por Mafra (2006, p.76) como a importância fundamental do uso público da razão e da importância do debate público para que os sujeitos possam, de forma coletiva, chegar a acordos sobre situações que afetam a todos.
           De acordo com Toro e Werneck (2004, p.13) a mobilização ocorre quando um grupo de pessoas, uma comunidade ou uma sociedade decide e age, com um objetivo comum buscando, quotidianamente, resultados decididos e desejado por todos. Neste sentido Toro e Werneck (2004, p.41) afirmam que um processo de mobilização social surge quando uma instituição decide começar um movimento no sentido de compartilhar um imaginário e o esforço para alcançá-lo. Mobilizar pessoas, grupos, associações, políticos, lideranças é um processo importante para a realização das audiências públicas. Conforme Mafra (2006, p.33), para estimular uma determinada esfera pública para o debate, no qual é estabelecido um processo comunicativo de caráter racional e interlocutivo às vezes è necessário que outros tipos de conversações sejam estabelecidos, motivados, por exemplo, por meio de apelos emocionais e ações espetaculares.
            A mobilização contribui para a consolidação de uma participação cidadã nas políticas públicas. Conhecendo os anseios da sociedade e as ações do poder público. Atuar em busca de um melhor relacionamento entre cidadão e instituição é uma função constante de Relações Públicas que atua diariamente com questões de interesse público.


Referencias Bibliograficas:


BRANDÃO, Elizabeth Pazito. Comunicação Pública, esfera pública e capital social. Comunicação Pública: Estado Mercado, Sociedade e Interesse Público/ Jorge Duarte, organizador. São Paulo: Atlas, 2007


DUARTE, Jorge. Instrumentos da Comunicação Pública. Comunicação Pública: Estado Mercado, Sociedade e Interesse Público/ Jorge Duarte, organizador. São Paulo: Atlas, 2007


MAFRA, Rennan. Entre o espetáculo, a festa e a argumentação: mídia, comunicação estratégica e mobilização social. Belo Horizonte: Autentica, 2007


MATOS, Heloiza. Comunicação Pública, esfera pública e capital social. Comunicação Pública: Estado Mercado, Sociedade e Interesse Público/ Jorge Duarte, organizador. São Paulo: Atlas, 2007


TORO A, José Bernardo. WERNECK, Nísia Maria Duarte. Mobilização Social: Um modo de construir a democracia e a participação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.


TORO, José Bernardo. A Construção do público: cidadania, democracia e participação. Editora Senac Rio. Rio de Janeiro, 2005.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

PARA RELAÇÕES PÚBLICAS E CERIMONIALISTAS......CURSO

Os mistérios do cerimonial e protocolos desvendados na Uerj
A partir do dia 12 de junho, a Faculdade de Comunicação da Uerj oferecerá o Curso de Extensão Organização de eventos, cerimonial e protocolo, ministrado pela mestre em Comunicação Vania Fortuna. Em 10 aulas, o curso abordará a importância estratégica dos eventos corporativos, apresentando-os como importante ferramenta de comunicação para solidificar a imagem das organizações e sua aproximação com os seus públicos de interesse.
Além do teor estratégico e organizacional dos eventos, o curso irá tratar dos assuntos do dia a dia de sua produção (como elaboração de projetos e check-list, captação de patrocínio, programação visual ordem de precedência, tratamentos de convidados e hasteamento de bandeiras — dúvidas (e gafes) freqüentes de quem trabalha com eventos — não serão mais problema para quem freqüentar o curso.
Com mais de 20 anos de experiência em organização de eventos empresariais, Vania Fortuna teve como tema de mestrado os mega eventos e atualmente é professora de Comunicação. O Curso de Extensão Organização de eventos, cerimonial e protocolo acontecerá de 12 de junho a 14 de agosto, no campus Maracanã da Uerj, das 9h às 12h30. Ao todo, serão disponibilizadas 25 vagas. Para se inscrever, os interessados deverão acessar o site www.cepuerj.uerj.br ou ir à secretaria do Centro de Produção da Uerj – CEPUERJ (Campus Maracanã - 1º andar – Bloco A – Sala 1006).


Inscrições: de 05 de maio a 9 de junho
CEPUERJ - Campus Maracanã: Rua São Francisco Xavier, 524, 1º andar – Bloco A – Sala 1006
www.cepuerj.uerj.br

Valor: R$ 700 (ou matrícula de R$ 100 e 2 parcelas de R$ 300,00)
Desconto de 30% nas parcelas para membros do Conselho Regional de Relações Públicas
Desconto de 20% nas parcelas para alunos e ex-alunos da Faculdade de Comunicação da Uerj


Duração: 30h (12 de junho a 14 de agosto)

Conteúdo programático:
Comunicação Organizacional:
§ Introdução com uma visão geral de comunicação organizacional; Imagem e identidade corporativa e Endomarketing.

Eventos:
§ Conceito (sua importância para a sociedade e para o profissional de comunicação); Perfil do profissional de eventos; Classificação e tipos de eventos; Planejamento; Elaboração de projetos; Captação de patrocínio; Estratégias; Formas de divulgação; Programação visual; Operacionalização e logística; Relatório de avaliação e Marketing de eventos.

Cerimonial e Protocolo:
§ Conceito e sua importância para o sucesso do evento; Ordem geral de Precedência; Formas de tratamento; Ambientação do local (tipos de mesa e suas variadas composições); Recepção e atraso de autoridades; Protocolo de bandeiras; Hinos; Placas inaugurais; Trajes; Serviços de alimentação; Mestre de cerimônias; Texto para locução e Etiqueta.

Contato: Laboratório de Pesquisa Mercadológica e de Opinião Pública (LPO)
(21) 2334-0500 / (21) 2334-0803
cext.lpo@gmail.com

Comunicação Pública: audiências Públicas do Poder Legislativo de Santa Maria

A Audiência Pública é uma forma de participação do “povo” nas decisões, na fiscalização e na elaboração de projetos, bem como a troca de informações e o exercício da cidadania juntamente aos vereadores de Santa Maria. A realização de Audiências Públicas na Câmara de Vereadores de Santa Maria é um acontecimento constante, proposta por vereadores, pelas comissões e também pela comunidade. No entanto, a participação do público de interesse na audiência publica ainda é considerada baixa. Assim, torna-se necessário à efetuação de estratégias de comunicação pública para a mobilização dos públicos para a realização das audiências públicas, exercendo o direito democrático do “povo” participar.
Há muito s cidadãos que deveriam participar e talvez não sejam atingidos ou não tomam conhecimento da realização da audiência pública. Grunig (2009) afirma que uma organização estabelece relacionamentos com públicos quando as suas atividades têm conseqüências para esses públicos, ou quando os públicos afetam a organização, isto é, quando há uma relação de influência entre as partes (2009, p.33)
Para a efetiva comunicação pública, principalmente do “público-alvo” para as audiências públicas, não basta apenas a simples difusão de informações, como o envio de convites e relises a imprensa. È necessário um planejamento estratégico e ações de relações públicas voltadas para este segmento, às audiências públicas, com o objetivo de mobilizar e fazer com que a CMVSM estabeleça a cidadania, a democracia e junto aos interesses públicos.
Para que o Legislativo seja transparente e democrático é preciso que os cidadãos participem e opinem. Para a efetivação deste propósito existe a necessidade de mobilização por parte dos públicos de interesse, cidadãos. A mobilização ocorre quando um grupo de pessoas, uma comunidade ou uma sociedade decide e age, com um objetivo comum, buscando, quotidianamente, resultados decididos e desejados por todos (TORO e WENERCK, 2004, p.13).
A comunicação pública é realizada com base no diálogo com o objetivo de atingir o interesse público. Segundo BRANDÃO(2007), uma das áreas que trata a comunicação pública é a comunicação de organizações com seus públicos com objetivo de construir uma identidade e imagem através de um planejamento estratégico de comunicação.
Através de uma audiência pública é possível efetuar uma decisão política e legal com transparência e principalmente legitimar os processos administrativos. No Poder Legislativo este processo esta aberto a todos os cidadãos que desejam se manifestar e participar das decisões. Assim, a comunicação pública viabiliza o direito social coletivo e individual ao diálogo, à informação e expressão, relacionadas a temas de interesse públicos. A Câmara de Vereadores de Santa Maria á um espaço público, um local onde deve existir a troca de informações, debates, discussões que promovam e atenda as necessidades do cidadão.
A contribuição das relações públicas é identificar o conjunto de problemas e soluções possíveis e trazer para a arena da gestão estratégica. Assim, Grunig, diz que, os profissionais de Relações Públicas identificam conseqüências de decisões e a presença de públicos mediante a análise de cenários e o gerenciamento de assuntos emergentes. Neste caso, audiência pública é o assunto emergente da assessoria, onde as relações públicas têm por objetivo planejar e programar estratégias que estabeleçam relacionamentos com os públicos envolvidos, ou seja, mobilizar os mais diferentes grupos de pessoas e associações.
A realização de audiências públicas pelo Poder Legislativo esta prevista na Legislação Brasileira, bem como no regimento interno da CMVSM, os quais legitimam esta mobilização. Observa-se que muitos cidadãos usam desta oportunidade para exercer o direito de participar, opinar e debater temas importantes para o município junto aos vereadores do legislativo, fazendo com que o município seja cada vez mais democrático. Ressaltando que na lei, as audiências públicas possuem um caráter consultivo, podendo o legislativo apenas analisar as opiniões. O processo administrativo ganha maior visibilidade e legitimação através da lei nº 9.784 de 1999 que programa a função administrativa no Poder legislativo, que realizará audiências públicas no moldes da lei. Com isso, observa-se a função das audiências públicas em orientar no processo do Poder Legislativo e alicerçando os parlamentares com conhecimentos das opiniões e da realidade vivenciada pelos publico de interesse das questões abordadas, proporcionando desta forma um adequado exercício das funções institucionais dos vereadores de Santa Maria.


Referências

GRUNING, James E. FERRARI, Maria Aparecida. FRANÇA, Fábio. Relações Públicas: teoria,contexto e relacionamentos. 1ª ed. São Paulo: Difusão Editora, 2009.

TORO A, José Bernardo. WERNECK, Nísia Maria Duarte. Mobilização Social: Um modo de construir a democracia e a participação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

KUNCH, Margarida M. Krohling, KUNSCH, Waldemar Luiz. Relações públicas comunitárias – A comunicação em uma perspectiva dialógica e transformadora. Summus Editorial, 2007.

Regimento Interno. Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria. 2009. Santa Maria – RS.

Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília: Centro Gráfico do senado Federal, 1988

sábado, 22 de maio de 2010

Comunicação Publica: identidade institucional e a promoção da cidaddania



 CHAGAS, Daiana Weber
Nos últimos anos, devido a escândalos, perca de credibilidade, falta de esclarecimentos nas finanças publicas, fez a administração pública perceber a  necessidade em se comunicar com os cidadãos, bem como trabalhar com estratégias de comunicação voltadas para diferentes os segmentos. Profissionais de Relações Publicas compõem cada vez mais as Assessoria de Comunicação e Relações Públicas em administrações públicas, formatando uma nova imagem e conquistando visibilidade,  legitimando uma nova reputação.
Observamos a importância em que estas possuem ao mostrar uma nova identidade de administração, como o exemplo da Câmara de Vereadores de Santa Maria, que recentemente lançou seu Portal da Transparência, onde qualquer cidadão poderá ter acesso a todas as informações do Poder Legislativo, como diárias, contabilidade, noticias e os tramites de processos administrativos, Mas, esta ação ainda é apenas um passo para  uma administração publica mais democrática e transparente, muitas ações ainda devem ser tomadas por seu administradores. Estratégias e ações de comunicação devem ser  implementadas voltadas ao interesse público, bem como em prol da cidadania, transparência, esclarecimento e troca de  informações. Estas ações ainda são iniciais em órgãos públicos.
            O descrédito com a gestão publica, fez gestores e comunicadores reavaliar o posicionamento dos órgãos públicos, interagindo com a sociedade e revertendo esta visão de governantes e das gestões publicas diante suas formas de comunicação para com a  sociedade. Segundo estudiosos, autores e pesquisadores, espaço público se define como “de todos e para todos”. Assim, a comunicação pública viabiliza o direito social coletivo e individual ao dialogo, à informação e expressão, relacionadas a temas de interesse público. Espaço público é um local onde deve existir a troca de informações, debates, discussões que promovam e atenda as necessidades da sociedade.
O poder da imagem de uma organização, empresa ou instituição esta conseqüentemente ligada aos seus atos, suas ações e principalmente ao seu discurso. Empresas que possuem uma boa imagem, geralmente, são aqueles que exercem o seu papel de cidadã. A imagem é um produto, ou melhor, faz parte do negocio! E, é tanto construída pela organização, instituição, como pelos seus públicos.
De acordo com Wilson Gomes, a preocupação com a imagem pública tenha se tornado parte inseparável da prática política contemporânea. As tradicionais funções substantivas da política agregaram-se as funções relacionadas a imagem: produção, ajuste e administração.
Através da comunicação pública é possível estruturar uma sociedade cidadã e democrática, diminuindo as diferenças sociais, ampliando a participação e a divulgação do interesse coletivo. A ação de comunicação pública assume uma posição  cidadã nos processos de comunicação e  principalmente diante a participação da sociedade em assuntos de interesse publico.  As atividades de comunicação são atividades iniciais, primordiais para a implantação de políticas publicas.
 Cabe ao Relações Públicas em órgão públicos planejar  a  inserção de estratégias de  comunicação que atinjam o publico de interesse, voltadas para  as necessidades da população: informação, orientação e esclarecimentos sobre direitos, deveres e ações do poder público. O RP objetiva acima de tudo a transparência das ações do setor publico através de estratégias de comunicação, envolvendo os cidadãos de diversas formas. O RP através destas estratégias, proporciona visibilidade a instituição, bem como legitima  as ações organizacionais de interesse público.
            Conforme Simões (1995) as Relações Públicas vinculam-se aos objetivos políticos das organizações. No entanto, voltar-se para a opinião pública, indica uma nova forma de gestão adotada pelos Relações Públicas, principalmente em órgão públicos. A preocupação e a importância das relações sociais, da transparência das finanças públicas, das necessidades da comunidade, se voltam para estratégias de comunicação, onde a troca de informação e a  ação de cidadania,  proporciona  ao Relações Públicas e a instituição representada a construção de uma imagem e uma nova identidade de gestão e administração pública.
            As estratégias de Relações Públicas contribuem para a consolidação de uma participação cidadã nas políticas públicas. Conhecer  os anseios e entender a sociedade,  suas   necessidades e a  partir deste diagnostico enfatizar o objetivo de orientar as ações do poder público. Através de estratégias que atendam a opinião publica. Atuar em busca de um melhor relacionamento entre cidadão e instituição é uma tarefa constante de Relações Públicas que atua diariamente  com questões de interesse público. Segundo Kotler, as empresas precisam fazer malabarismos para equilibrar os sempre conflituosos critérios de lucros, satisfação das necessidades de consumidores e interesse público.Ao setor publico a missão de instigar os cidadão a exigirem os seus direitos, bem como   conhecer os seus deveres através de processos comuniciacionais.
COMUNICAÇÃO NÃO SE REDUZ AO SIMPLES ATO DE COMUNICAR.......
VEJO A COMUNICAÇÃO COMO UMA FERRAMENTA CAPAZ DE REVOLUCIONAR RELACIONAMENTOS ORGANIZACIONAIS!!!!!!!!!!!!!!

Capaz de enfrentar crisess!!!!!!!!!!!!.


USE DESTA PODEROSA ARMA............ COMUNIQUE-SE ESTRATEGICAMENTE!

segunda-feira, 29 de março de 2010

A mecanização, as teorias e as organizações atuais

CHAGAS, Daiana Weber

         Com a introdução das máquinas nas indústrias, muitas famílias saíram do campo e foram alojar-se nas cidades, servindo como mão-de-obra. As organizações aderiram a uma quantidade exorbitante de funcionários devido à mecanização, vistos como se fossem também máquinas. A principio, as organizações, indústrias, ofereciam trabalhos repetitivos, os trabalhadores não tinham direitos trabalhistas, a mão-de-obra eram extremamente desqualificada, as formas de administração passavam a ser pensadas por teóricos e aplicadas pelas organizações e inúmeros questionamentos, problemas, mudanças e inovações surgiram com a mecanização.
           Ensinamentos, táticas, técnicas e planejamentos militares, influenciaram e tiveram grande importância na resolução de problemas criados pelo desenvolvimento dos sistemas fabris de produção. A nova tecnologia foi acompanhada e reforçada pela mecanização do pensamento e pelas ações humanas. Durante o século XIX várias tentativas foram feitas para promover as idéias que poderiam levar a organização a uma gestão eficiente do trabalho. Max Weber, defendia a divisão de tarefas fixas, supervisão hierárquica, regras detalhadas e regulamentadas. Nessa fase, surgiram às teorias da Administração Cientifica e da Administração Clássica. Os teóricos clássicos defendiam o planejamento da organização total, os administradores científicos visavam o planejamento e a administração de cargos individualizados. Ainda, observamos claramente estas duas teorias, conseqüentemente seus métodos e também, suas falhas trabalhadas por pequenas e grandes organizações.
         Com o surgimento destas teorias, as estruturas organizacionais foram sendo alteradas, as políticas de comunicação influenciadas, fazendo com que as formas de administrar mudassem à medida que as teorias, as necessidades e as organizações evoluíam. Isso se deu a partir do momento em que as idéias dos teóricos da administração clássica foram reforçadas sob disfarce da administração moderna. Taylor defendia cinco princípios básicos: transferir toda a responsabilidade da organização do trabalho para o gerente; o uso de métodos científicos; selecionar a melhor pessoa para desempenhar o cargo; treinar o trabalhador fiscalizar o desempenho do trabalhador. Esses teóricos contribuíram muito para que futuramente surgissem os departamentos de recursos humanos, as políticas de relacionamento e as ações de comunicação. Pois, muito do que estes teóricos defendiam no início da mecanização, passaram por adaptações e muitas teorias não são válidas para as organizações atuais.
            O efeito da administração cientifica de Taylor, aumentou muito a produtividade naquele momento. No entanto, com o aumento da produtividade, perdia-se muitas vezes a qualidade do produto, em virtude que a organização neste período não tinha a menor preocupação com o seu funcionário e com o seu consumidor. Este era visto também, como uma máquina, um executor de tarefas. O que passa a ser um diferencial a partir da década de 90, onde as organizações passam a preocuparem-se com a produtividade, levando em conta a qualidade de vida de seus funcionários, políticas de relacionamento, bem como, o consumidor passa a exigir das organizações, ações responsáveis e sustentáveis. Estar atento as mudanças organizacionais, bem como as tendências, fazem com que as organizações permaneçam estabelecidas e, em constante expansão no mercado, obtendo também resultados satisfatórios em termos de produtividade, custos, vendas, qualidades e imagem.
            A teoria da administração cientifica e da administração clássica foram, cada uma delas, propostas aos administradores como a “melhor maneira de organizar”. Mas esses métodos e avaliação não se aplicam a organizações de administração moderna, visto que os problemas organizacionais norteiam em métodos que surgem a partir de muitos apontados por teóricos dessas escolas de administração. Como, por exemplo, a repetição de tarefas e o trabalho de 16 horas diárias, os quais são inaceitáveis pela legislação atual. A mecanização das indústrias foi o marco da revolução industrial e da sociedade moderna. Hoje, organizações são compostas por inúmeras “máquinas”, que desempenham diversas funções. O homem, não deixou de ser o seu executor, mas esta relação homem - maquina, maquina-homem, mudou muito desde o inicio da mecanização. Investimentos em treinamentos, qualidade de vida, rotatividade funcional, responsabilidades social, sustentabilidade, segurança no trabalho, planos de saúde, são alguns exemplos de como a forma de organizar as organizações mudou e ainda esta mudando. A estrutura organizacional também é vista e trabalhada de uma forma diferente pelas organizações. Ainda, encontramos aquelas que trabalham sobre uma hierarquia, pouca divisão de tarefas, já outras com diversos coordenadores, com um espírito de cooperação e com um trabalho em equipe. Também, estão surgindo novos modelos, como as organizações em rede. Isso se dá devido a dinâmicas competitivas das últimas décadas que trouxeram mudanças significativas nas relações entre as organizações, impondo graus de complexidade e interdependência. Vínculos e novas formas de relacionamento entre as organizações, aumentam, qualificam e oportunizam aos administradores e comunicadores a se inserirem no mercado. Assim, criando uma proximidade mediante ao desenvolvimento de mecanismos de cooperação, trocas de conhecimento, políticas administrativas e comunicacionais, buscando tornarem-se assim, mais competitivas. Mas, apesar da teoria de administração clássica considerar que as organizações são sistemas que operam de forma bastante eficiente, a passagem para a parte prática dessa mesma teoria não é tão proporcional assim, devido à organização ser formada por indivíduos e não máquinas.
            A introdução de máquinas, novas formas de administração, planejamento da produção, métodos e teorias que foram surgindo juntamente com esta evolução mecanicistas e com os novos comportamentos das organizações e dos consumidores, fizeram com que a profissão de Relações Públicas, atende-se a uma nova demanda das organizações, as políticas comunicacionais, os projetos institucionais e as assessorias de comunicação destas organizações. As organizações voltam as suas preocupações e os seus planejamentos sob a visão e a preocupação com sua imagem, oportunizando aos Relações Públicas, a gestão de administrar a comunicação, a imagem e o planejamento de campanhas, projetos e ações.
           Mas, muitas organizações, ainda enfrentam dificuldades em aderir e passar por mudanças, pois as organizações estruturadas de forma mecanicista não se adaptam a situações de mudança, porque são planejadas para atingir objetivos predeterminados, não sendo planejadas para a inovação. Os teóricos mecanicistas, diziam que os funcionários eram pagos para executar tarefas e os gerentes, eram pagos para pensar, planejar e coordenar. Nas organizações atuais, os funcionários são ouvidos, as funções de coordenar, administrar, pensar e planejar, são dividas por diversos coordenadores e os funcionários, não são pagos somente para executar tarefas. Há organizações em que a função de administrar acontece de uma forma conjunta, interligada, em que todos os funcionários acabam por sentirem-se parte, um pouco administradores da organização e os resultados são extremamente satisfatórios.
          A flexibilidade e a capacidade de ações criativas tornam-se mais importante do que a eficiência. Essa idéia já era defendida pelos teóricos de administração e muito aplicada atualmente. Observa-se esta flexibilidade em organizações que negociam os horários com os seus funcionários de acordo com as suas necessidades. Oportunizar aos os funcionários, desenvolver a criatividade no ambiente e nas formas de trabalho, gera resultados positivos as organizações que estão sujeitas às mudanças e as inovações, principalmente aquelas adeptas as novas tendências. Outro fator, que observo nas organizações do século XXI, é a introdução de pessoas portadoras de deficiência, o que não se observava em organizações no inicio da mecanização. Aliás, no inicio da introdução das máquinas nas indústrias e o surgimento das primeiras teorias de administração, a preocupação com o lado psicológico, a saúde, os direitos trabalhistas entre outros fatores, não eram pensados em grande profundidade pelos teóricos. O foco era nos resultados e na quantidade de produção.
         A organização mecanicista desencoraja a iniciativa, encorajando as pessoas a obedecerem a ordens manterem a sua posição em lugar de se interessam por desafiar e questionar aquilo que estão fazendo. As pessoas que numa burocracia questionam a sabedoria da pratica convencional são vistas com freqüência como causadoras de problemas. Atualmente, essas pessoas não são mais vistas como causadoras de problemas em uma totalidade. Foi diante ao questionamento das formas de trabalho ao longo dos anos que as formas de administração e estruturação das organizações mudaram. O funcionário sabe o que esta fazendo, por que esta fazendo, tem a oportunidade de participar e conhecer os resultados da organização e, é motivado a prosperar em sua função, bem como crescer com profissional.

Referência:
MORGAN, Gareth. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, 1996. P 21 a 44 ( A Mecanização assume o comando)

O pensamento sistêmico na Comunicação Organizacional

         CHAGAS, Daiana Weber
           As organizações são sistemas de comunicação autopoieticos, emergentes, autônomos, interdependentes e constituídos de sentidos. A teoria geral dos sistemas dedica-se a explicar a complexidade do mundo. Neste paradigma a comunicação organizacional é vista como processo de construção e disputa de sentidos no âmbito das relações organizacionais. As organizações são estruturadas como sistemas auto- organizados e a comunicação como seu principal processo dinamizador. A sociedade inerente aos sistemas organizacionais não se resume a uma maneira especifica de ação, mas ação seria construída por meio de comunicação e redução de complexidade.
          A Teoria Geral dos Sistemas, explica que um sistema pode ser definido como um conjunto de objetos ou entidades que se inter-relacionam mutuamente para formar um todo único. Uma das distinções mais comuns é a que se estabelece entre sistemas fechados e abertos. As abordagens sistêmicas são recentes no campo das ciências sociais. Na teoria sistêmica, toda sociedade é um sistema constante e estável de elementos; toda sociedade é um sistema equilibrado de elementos; cada elemento de uma sociedade contribui para o funcionamento desta; cada sociedade se mantém graças ao consenso de todos os seus membros sobre determinados valores comuns.
          A comunicação, pela perspectiva sistêmica, é vista como um sistema aberto. As relações públicas é vista como a administração dessa própria comunicação entre empresas e instituições e seus diversos públicos. Em oposição a essa teoria, Dahredorf elabora a teoria do conflito: onde toda sociedade e cada um de seus membros estão submetidos a todo momento à mudança, toda sociedade é um sistema de elementos contraditórios em si e explosivos; cada elemento dentro da sociedade contribui para sua mudança; se mantém graças à coação que alguns de seus membros exercem sobre os demais.
           Complexidade não é uma operação, é a unidade de uma multiplicidade. A complexidade é uma simultaneidade de acontecimentos ocorridos e não-ocorridos. O conceito de comunicação é central na “teoria dos sistemas”, a comunicação é o dispositivo fundamental da dinâmica evolutiva dos sistemas. Sem observador não há complexidade, as relações fazem parte da redução da complexidade. O mundo social, é totalmente sistêmico, e a comunicação, quase impossível. A comunicação social é sistêmica e auto-referente. Um processo de comunicação deve sempre ser preservada certa dose de “abertura” com o meio, a qual garanta um fluxo regular de informações que possam se incorporar à ação seletiva sistêmica.  Haebermas agrega um elemento novo a visão de Luhmann e não desconhece a existência de sistemas. Para ele, os sistemas estão subordinados a reguladores, sendo os dois mais importantes deles o dinheiro e o poder. Em razão desses dois elementos, a comunicação seria dificultada, prevalecendo, apenas as trocas de informações. A comunicação tanto é possível quanto fundamental.
         O sistêmico atua apenas nas regras básicas necessárias ao bom desenvolvimento das organizações, cuidando da acumulação de capital ou pela obtenção e manutenção de poder. Os Relações Públicas, influenciados pela teoria sistêmica em suas funções, fazem da comunicação, uma gestão de relacionamentos, estratégias, mudanças e desenvolvimento desses sistemas nas organizações. A comunicação organizacional, sob o comando do comunicador que segue a teoria sistêmica, tem por função nas empresas e instituições, intermediar desejos, compatibilizar comportamentos, atenuar conflitos e apaziguar ou estimular sentimentos. A tarefa do comunicador social, pela perspectiva habersiana, é uma ação dialética basicamente de convencimento mutuo: individual e intrasferivel.
         A sociedade, os grupos, as organizações, as instituições experimentam diferentes níveis de mudanças, porém estáveis. Pela complexidade, o sujeito pensante é concebido como produtor de seu pensamento e de suas construções. As trocas de informações entre os públicos das organizações possibilitam que as políticas de comunicação obtenham eficácia, com também conquistem uma boa imagem e clima organizacional. Cabe ao comunicador formatar estratégias de comunicação, que promovam mudanças, seleções e que principalmente trabalhem a recepção de informações.
         Nas organizações do século XXI, o pensamento sistêmico, principalmente a teoria dos conflitos é muito presente no dia a dia, dos processos administrativos e comunicacionais. Encontram-se diversos sistemas complexos. Em uma organização, existem diferentes culturas, pensamentos, formas de entendimento do mundo. A complexidade organizacional possui setores que tanto na teoria quanto na prática, deveriam se inter relacionar. Para trabalhar essa inter e intra setores, a comunicação organizacional que faz parte do processo administrativo de uma organização, é um meio de se estabelecer relacionamento entre públicos e explorar a complexidade. Para que ocorra comunicação, dentro de uma organização, primeiramente, necessita-se trabalhar e instalar uma cultura nesta organização, levando em conta o pensamento sistêmico e a complexidade da recepção de mudanças por cada individuo, para que posteriormente ocorra uma mudança e uma comunicação eficaz. As organizações devem estar atentas as mudanças organizacionais e as necessidades apresentadas pelos funcionários, mídia, consumidores e pela sociedade. A “cultura” das organizações esta sempre evoluindo e sofrendo influências da mídia, sociedade e dos próprios funcionários, ou seja, mudanças organizacionais estão sempre acontecendo. Como na tese de Dahrendorf, as teorias dos conflitos, os processos de mudanças organizacionais acontecem a todo o momento, acompanhando as mudanças da sociedade e de seus costumes. Cabem as organizações se adaptarem aos surgimentos de novas necessidades, tanto humanas como comunicacionais, para assim agregarem visibilidade e legitimidade, não estando anônimas para os ensejos comunicacionais. Assim, torna-se evidente a influência da teoria dos sistemas nos estudos da comunicação organizacional
         Dentro dessa teoria, que a organização é um sistema de atividades a cooperação entre as pessoas é essencial para a existência da organização. As mudanças e transformações que afetam as organizações de hoje, com a introdução de novas e diferentes tecnologias, a alteração do comportamento das pessoas, os processos internos, fazem parte de um todo, extremamente complexo. Por isso, a teoria da complexidade é meio para entender os processos de inovação, sendo um novo modo de investigação das mudanças.
         Todas essas mudanças têm alterado também conceitos e paradigmas na forma como as organizações comunicam-se com os seus públicos. As máquinas e as tecnologias até podem ser complexas, mas não mais que o próprio homem em uma organização.

Resenha:
KUNSCH, Margarida Maria K (org). Comunicação Organizacional: Histórico, fundamentos e Processos. Vol I. São Paulo: Saraiva, 2009. (cap 5, cap 8 e cap7)

Até que ponto a comunicação organizacional avança na pesquisa de Relações Públicas

          
          A comunicação organizacional avança na pesquisa de relações públicas, por ser entendida e estudada como um setor estratégico, que agrega valor e possibilita, através das relações públicas, ações de inter relações, bem como de mediações. Assim, cabe a comunicação organizacional o pensamento estratégico e as relações públicas a efetivação deste pensamento, interligando a comunicação organizacional as relações públicas, através de um planejamento estratégico. A partir do estudo em que a comunicação organizacional é um conjunto de ações que afetam a organização e as relações públicas desenvolvem ações e estratégias para gerenciar a comunicação organizacional.
             A comunicação organizacional é a área do pensamento responsável pela permanente busca de teorias e pela transformação destas em modos interpretáveis, pelos agentes da comunicação, representados pela área de relações públicas, as quais, por sua vez, são as teorias, as estratégias e os conjuntos de técnicas e de instrumentos que buscam a opinião pública favorável a um determinado objetivo. Para se compreender e conhecer a atividade e as ações de relações públicas é preciso primeiramente conhecer e pesquisar a comunicação organizacional para assim se avançar na pesquisa de relações públicas. O avanço da pesquisa, se da pelo reconhecimento da comunicação organizacional, que para Kunsch, é a disciplina que estuda como se processa o fenômeno comunicacional dentre das organizações. Conhecendo esse processo, é possível diagnosticar as ações, o trabalho, o perfil, estratégias e planejamentos de relações públicas.
               A comunicação organizacional avança a pesquisa, pois é um instrumento essencial na determinação das pesquisas em relações públicas. Para a implementação de programas de relações públicas é importante conhecer os públicos, os relacionamentos e a comunicação organizacional. De acordo com Kunsch (1997), para as relações públicas serem eficazes, têm que atuar em parceria com os outras subáreas da macro área da comunicação. A comunicação organizacional é constituída pela comunicação integrada, institucional, mercadológica, interna e administrativa. O seu entendimento propicia pesquisar as relações públicas. Pois, suas estratégias e ações são geradas e tem por base a comunicação organizacional.
            A pesquisa em relações públicas esta voltada para diversas áreas, não necessariamente para a comunicação. Assim, a comunicação organizacional faz parte de enfoques de base para a pesquisa em relações públicas, avançando e qualificando a pesquisas, por exemplo, quando esta voltada ao contexto do mix da comunicação e ao entendimento da comunicação organizacional. De acordo com Ferrari (2008) para tratar de teorias e estratégias de relações públicas é necessária uma reflexão anterior sobre o conceito de comunicação e sua importância no sistema social.
           A comunicação deve ser entendia em uma dimensão intrinsecamente social, comunitária e política para servir como ponte e permitir a interpretação dos significados dos relacionamentos entre as pessoas e o sistema social. Neste caso, o entendimento da comunicação organizacional propicia as pesquisas em relações públicas.

CHAGAS, Daiana Weber
Mudanças: um processo de relação comunicacional entre organização e funcionários



CHAGAS, Daiana Weber



           Assim como, as borboletas, muitas vezes os funcionários iniciam o seu ciclo dentro de um casulo, tornam-se “lindas”, exuberantes, brilhantes e encantadores, como as borboletas. Mas, assim como elas, podem voltar ao casulo novamente, isso depende de cada um, continuar borboleteando, ou não. Muitos profissionais deparam-se ao longo de seu trajeto com situações de mudança, fases, trocas, novos ambientes e cada qual tem seu ritmo de adaptação. Estas mudanças propõem ao profissional a adequação ao novo ambiente, para que este possa crescer. Em alguns casos, isso pode não acontecer, pois o profissional, funcionário, pode são se adaptar e até mesmo rejeitar a mudança. É importante para a organização que seus profissionais cresçam conjuntamente, mantendo-se assim um ciclo.
         As mudanças são fases constantes em uma organização e na vida dos profissionais, funcionários, sendo proposta a cada mudança organizacional novas oportunidades e desafios. Desde que um profissional inicia suas atividades em uma organização e, após serem superadas as fases de adaptação, este deve se preparar para novos desafios. Propor mudanças e adaptar-se as oportunizadas pela organização. Este deve, também, receber estimulo para traçar novas metas, novos objetivos, juntamente aos da organização.
         O processo de maturação das borboletas é o mesmo processo de um profissional sofre ao se qualificar e entrar em uma organização e, é no cotidiano que este irá trabalhar os processos adquiridos no período de “casulo” e “mutação”. E como para as borboletas, passamos por fases, mutações, adquirimos dons, aperfeiçoamos e enfim deixamos de ser lagartas e usufruímos então nossas potencialidades, nos tornamos borboletas prontas para voar.
          A mudança organizacional faz parte do cotidiano da organização, onde existem pessoas voltadas à execução de um objetivo comum. Neste momento, as emoções das pessoas, as trocas que se estabelecem, os pactos e os silêncios são compartilhados. Nesse borboletear que nascem brilhantes idéias para a inovação, solução de problemas ou até mesmo, mudanças de rumos na organização. Surgem resistências ou rejeição das pessoas diante as mudanças. Trabalhar os conflitos e resistências, reconhecer e valorizar os sentimentos e as emoções dos sujeitos em relação ao seu trabalho é, enfim, os objetivos deste trabalho.
           As mudanças organizacionais podem influenciar no sucesso ou na “morte” de organizações. Pois, as mudanças atingem os sentimentos das pessoas em relação à organização. Assim como, as borboletas, as maiores possibilidades estão nas nossas forças e fraquezas. A existência é mutável nos períodos de maior estabilidade, afinal, ela própria é pulsação criativa. Ou seja, estamos constantemente sofrendo mudanças, através do ambiente que estamos inseridos.
          A visão que temos do mundo é através da experiência profissional, pois a vivência é o ponto central na aprendizagem e compreensão do mundo. As experiências adquiridas durante a fase de profissionalização são articuladas as necessidades da organização. As habilidades de cada um são diferentes, as possibilidades em cada fase são únicas. A percepção das emoções diante as mudanças, são uma forma de estimular a organização.
         As experiências adquiridas fora das organizações podem contribuir para as mudanças organizacionais. Mas as experiências sempre são novas, cada um tem e inventa o seu trajeto. Assim como as borboletas, as organizações devem conhecer e impulsionar ações e relações sensíveis aos seus profissionais. Onde, estes depositem confiança na organização e participem das fases e no desenvolvimento.
        A comunicação organizacional, aproxima e integra os públicos aos princípios e objetivos centrais da empresa, numa permanente relação de troca com o ambiente. A comunicação faz parte das relações e dos processos de mudanças dos funcionários, adaptam-se as novas situações de organização, compreende e aceita trocas, para vivenciar novas fases. “O processo de mudança, é o lócus da prática comunicacional, sendo impossível à existência de um sem o outro”. (REIS, 2004. p52). O trabalho da comunicação na organização é o de levar possibilidades e sentido para os grupos presentes, a fim de adotarem atitudes de envolvimento e participação.
        Antes mesmo de se propor mudanças, é preciso perceber que as pessoas fazem parte do ambiente organizacional. A adaptação destas as mudanças pode influenciar tanto positivamente como negativamente a organização.
        No momento em que as características humanas são incorporadas organização, elas já definiram andares que estimulam e envolvem os funcionários. Conversas entre trabalhadores não são mais vistas como dispendiosas, e sim como aprendizagem. A capacidade de novos “vôos”, ou de aumento de produtividade, mudanças podem ser instituídas e constituídas, basta planejar o vôo e borboletear. Neste planejar de vôo, a passagem por fases, mostra interação com o ambiente organizacional e a importância de se implantar dinâmicas que proporcionem o processo de mudanças e as ações de relações.
        A realidade são perspectivas articuladas constantemente pelas emoções e pelos afetos. A existência das oscilações humanas impulsiona e fortalece as transformações organizacionais. As organizações não são fixas porque são reconhecidas por relações. As mudanças estão presentes em cada instante da organização e cabe a elas envolver administradores e funcionários em um mesmo ideal. Cabem também as organizações, perceber que o sucesso administrativo está na percepção das conexões emotivas. Pois, mudanças organizacionais acontecem efetivamente com as transformações dos comportamentos, das atitudes, das visões. Os valores impulsionam a mudança gerencial e as fases de reinvenção s adaptam às variáveis do ambiente organizacional. Os fatores econômicos, políticos e humanos atuam conjuntamente.
        Portanto, estimular a comunicação entre funcionários e organização, permite que aconteçam trocas e principalmente mudanças. Novos vôos devem acontecer a todo instante dentro de uma organização e esta deve permitir e motivar que estes aconteçam. Cada funcionário carrega consigo o seu casulo e, é dentro dele que se formam as idéias, opiniões, estratégias, potencialidades e a sua produtividade. Enfim, tudo que ocorre parte deste principio, ou seja, todos poderão ser um dia borboletas. O tempo e a intensidade do vôo depende do esforço de cada um, mas a motivação depende de todas borboletas que fazem parte do mesmo jardim, a organização.

Referência: SCHUCH, Melina Moraes e ZEN, Ana Maria Dalla. O Borboletear nas Organizações: a Dimensão Sensível da Mudança Organizacional.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010




XI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul

Tema: Comunicação, Cultura e Juventude


De 17 a 19 de maio de 2010


 Feevale – Novo Hamburgo – RS



Informações
inscrição: a partir do dia 01/03/2009
Site oficial: em breve
Sede: Feevale
Endereço: RS-239, nº 2755 - Novo Hamburgo - RS - CEP 93352-000
Coordenação: Paula Regina Puhl
Telefones para contato:  (51) 3586 8800 Ramais 9000 / 8969 / 8682 / 8775

Artigo.....construção em breve!
preparem-se!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sites de Concursos

PCI
http://www.pciconcursos.com.br/

ACHEI
http://www.acheiconcursos.com.br/

BALCAO
http://www.balcaodeconcursos.com.br/

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
http://www.concursosfcc.com.br/

CESPE
http://www.cespe.unb.br/

OBJETIVAS
http://www.objetivas.com.br/

FDRH
http://www.fdrh.rs.gov.br/

Concurso Instituto Brasileiro de Museus 2010

O candidato poderá trabalhar em Brasília, Vitória, Cidade de Goiás, Alcântara, Belo Horizonte, Caeté, Diamantina, Ouro Preto, Sabará, S. João del-Rei, Serro, Recife, Cabo Frio, Niterói, Paraty, Petrópolis, Rio de Janeiro, Vassouras, S. Miguel das Missões, Florianópolis, São Paulo
As etapas iniciais do concurso serão conduzidas pela Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt – FUNCAB em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM.
As inscrições devem ser feitas de 21 de janeiro a 23 de fevereiro de 2010 no site www.funcab.org. O valor da taxa de inscrição varia de R$ 38,00 a R$ 67,00. A inscrição também poderá ser feita em locais indicados no edital.

As provas objetivas serão aplicadas na data provável de 21 de março de 2010. Elas serão realizadas em Distrito Federal, Belo Horizonte-MG, Florianópolis-SC, Porto Alegre-RS Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ, São Luís-MA, São Paulo-SP e Vitória-ES.



Haverá questões de Língua Portuguesa , Língua Estrangeira , Noções de Informática , Conhecimentos Gerais , Conhecimentos Específicos.

Relações Públicas - 03 vagas
Período de inscrição:
Internet: 21/01/2010 até 23/02/2010.
Agência dos Correios: 25/01/2010 até 17/02/2010.

Edital:
http://ww4.funcab.org/arquivos/IBRAM2010/edital.pdf

CONCURSO RP

TRENSURB 2010 – Metrô Porto Alegre

Relações Públicas
- Vagas: 06 Cadastro  de Reserva
- Salário: +ou -2900
- Valor da inscrição: 80,00
- Data da prova: 07 de fevereiro 2010
- Conteúdo pra ficar ligado!!!
 ( ..............)

"2010"

Neste ano, pretendo escrever e  postar em meu  blog as experiências diárias obtidas nas atividades desenvolvidas na Câmara de Vereadores de Santa Maria, na qual trabalho na Assessoria de Relações Públicas. Também, as leituras, os congressos e fóruns pertinentes ao meu tema de TCC... Ah!!!! meu TCC.... a partir de março começaaaaaaaaa a  me  enlouquecer!!!!


Temáticas de 2010:

* Comunicaçãoo Corporativa
*Governança
*Marketing Institucional
*Comunicação Comunitária
*Estrategias
*Politicas Públicas
*Planejamento
*Midia
*Internet
*Noticias
*Temas gerais...
*Concursos RP

DaiaWChagas